
Vais carregando óh Josefina
O sol sobre tí se resplandece
Sua cor se defunde ao café
Sua dor, sofrimento sua fé
Vais caminhando com a boca seca
Em sua pele moquiranas comem
O cardume sua beleza esconde
A tristeza em seu olhar se espande
Não chores por eles
Não desperdice águas de seu corpo
Cruzando a poeira no córrego do desgosto
Como um návio sem proa sem porto
Vais chorando óh Josefina
O café, sem cuié amargas
Tristezas sem fim
Nem amor nem largas
Caminhos com trilhas de ardor
Transformando sua triste lida
Em sombras de frescor
Colocas na cabeça
O cesto de borrão
O sol não é seu amigo
Te fastisgando à solidão
Só mais um pouquinho
O sol já se pôe
Logo estarás em outro caminho
Onde sua vida recompõe
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