quinta-feira, 6 de março de 2008

Estrada Café


Vais carregando óh Josefina


O sol sobre tí se resplandece


Sua cor se defunde ao café


Sua dor, sofrimento sua fé





Vais caminhando com a boca seca


Em sua pele moquiranas comem


O cardume sua beleza esconde


A tristeza em seu olhar se espande





Não chores por eles


Não desperdice águas de seu corpo


Cruzando a poeira no córrego do desgosto


Como um návio sem proa sem porto





Vais chorando óh Josefina


O café, sem cuié amargas


Tristezas sem fim


Nem amor nem largas





Caminhos com trilhas de ardor


Transformando sua triste lida


Em sombras de frescor





Colocas na cabeça


O cesto de borrão


O sol não é seu amigo


Te fastisgando à solidão





Só mais um pouquinho


O sol já se pôe


Logo estarás em outro caminho

Onde sua vida recompõe

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